Assisti três filmes bons. Cortei meu cabelo e quiseram fazer minha sobrancelha. Troquei os pedais de minha bicicleta e peguei muita chuva na saída do Museu da República. Ri sozinho por estar no cinema assistindo algo e sorri mais ainda quando sai da minha primeira sessão e vi uma mesa com velhinhos e velhinhas tocando chorinho. Estava realmente feliz e tinha um sorriso no rosto. E a velhinha que olhou pra mim deve ter percebido e sorriu de volta.
Aluguei quatro filmes e andei na bicicleta com pedais novos. Deixei meu celular pra consertarem e passei no banco. Fiquei feliz com o corte de cabelo e paguei 15 reais, mais caro do que eu nunca paguei em toda a minha vida por um corte de cabelo.
Comecei a assistir o primeiro filme, mas estava cansado e dormi. Acordei duas horas depois, comi pipoca e bebi Pepsi assistindo Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida. Fiz carinho na minha gata ouvindo música nas minhas caixas de som novas. Comprei ração pra tal gata e quase bati na traseira de um ônibus andando de bicicleta. Ele freou brusco. Eu ouvia rádio distraído.
E no final de tudo eu não pude te contar isso tudo. Não liguei pois não tinha nada de “realmente importante” pra usar como desculpa e você não estava na Internet, aonde todo mundo se encontra “por acaso. E também não pude saber nada do isso tudo seu. Não sei por exemplo aonde você está nesse exato momento como você também não sabe aonde eu estou. Não sei se você terminou aquele trabalho ou o que você fez depois do trabalho. E nem posso reclamar por isso. No final não pude dizer que Deixe Ela Entrar é um filme maravilhoso e ainda por cima um filme de vampiro ou que gostaria de ter ganho no meu aniversário a discografia remasterizada dos Beatles, baixada da Internet mesmo. E eu não sei o que você quer ganhar de aniversário. Não sei nem se vou ser convidado pro seu aniversário. O tempo passa e as pessoas também, afinal.
É engraçado reacostumar com o fato de que você existe e é mesmo que não tenha alguém afirmando isso pra você o tempo todo. A velha história da árvore que cai e ninguém viu, a árvore realmente caiu?
Sempre foi um problema me acostumar que a resposta é sim acreditando a resposta é não.
E no final eu tiro todo o peso que porventura possa existir dizendo: “mas só devaneios da madrugada”. Porque é assim que eu funciono.
Sábado, Dezembro 12, 2009
Sexta-feira, Dezembro 04, 2009
"and in the end, the love you take is equal to the love you make"
repost - relive - reVolta sem revolta
Sei lá.
Acho que as palavras que eu mais escrevi nesse finado blog foi "sei lá".
E ainda que tranquilo, lá vem mais um:
Sei lá.
E pra voltar um post velho favorito e um post novo realista. Nenhum deles meu, naturalmente.
Sabe, que não soe mal. Mas queria ser menina às vezes. Só pra escrever e sentir.
..........................................
Eu não sei se ele ainda gosta de calda em cima do pudim. Se pára de pedalar pra bicicleta andar sozinha. Se coloca uma colher e meia de açúcar no café. Se corre pro ponto antes que o ônibus saia de lá, ou se deixa o ônibus ir e espera o próximo. Eu não sei se ele gosta de andar descalço no carpete. Se morde a bala, ou se chupa. Se deixa o primeiro botão da camisa aberto, ou se não usa camisa de botão. Eu não sei se ele desviaria o olhar, ou se continuaria olhando. Se ele tivesse ficado por pelo menos mais um pra sempre. Mas hoje eu não sei nem mais quantos palmos meus cobriam o seu rosto.
As pessoas sempre vão, sabe. E você acaba esquecendo. E você acaba descobrindo que dá pra viver sem elas e que vai faltar assunto quando você encontrá-las inesperadamente na fila do caixa eletrônico. Não que não tenha sido bom, não que você deixe de pensar nelas, mas você acaba se acostumando com a ausência das coisas, seja a pipa do seu time que ficou presa na árvore, seja o seu melhor amigo da 2ª série, ou a sua cama antiga, que era bem mais macia que a nova.
E foi assim que aconteceu. Ele pegou o copo d’água dele no balcão e eu o meu. E eu não soube o que dizer.
- Ta tudo bem, sim. (Eu só não sei se você ainda enche as mãos de areia e joga tudo no pé. Então não, não está tudo bem, porque eu descobri que posso esbarrar com a superficialidade com a mesma facilidade de quem abre a boca pra falar. Descobri que não tenho mais vontade de te fazer rir, e pensar que eu achei que te desejaria pra sempre. Não é culpa sua, meu bem, nem minha. Chega uma hora em que a gente não sente nem mais falta, né? Por mais que eu pense, nada vai trazer o que quer que seja de volta, e eu nem me sinto mal por isso, porque nem mais vontade eu sinto. Acho que se eu tivesse que passar a morar numa gaveta eu me acostumaria, assim como me acostumei com esse meu corte de cabelo tosco e com a sua ausência. E, sabe, infelizmente, eu não acho isso ruim.) E com você?
por Marininha
...................................
"não é só dele que eu sinto falta. mas do que eu pretendia ser ao lado dele. e me cansa tanto ter que começar tudo de novo, sabe? falar menos e quando falar ser: filme preferido, matéria em que ia melhor na escola, porque usa relógio na mão direita. eu canso só de pensar. essas pequenas coisas que a gente faz pra estar junto, pra conjugar. e com ele foi tão mais rápido, mais simples. mais igual.
é bom ficar sozinha. eu vejo em um dia o número de amigos que vejo em um mês quando estava com ele. eu faço em um dia o número de coisas que faria, sozinha, em um ano se estivesse com ele. mas eu não tenho pressa, sabe? eu não tenho tanta pressa assim.
e eu achava tão honesto que nos nossos encontros depois que tudo acabou ele não usasse meu perfume preferido. nem sei se era consciente, mas me parecia de uma consideração. que ele não teve em diversas outras atitudes, ah se ele tivesse nas palavras a sensibilidade do olfato.
não ousaria me arrepender. inaugurei uma mulher que não sabia existir em mim. que estranhei, mas da qual me orgulho mais que me envergonho. e que sem jamais ter feito antes o que agora fez, mesmo sem sucesso terminou feliz. eu só queria ter tido a chance de aproveitar as últimas coisas como se soubesse que seriam as últimas. eu não estava preparada pra perder."
por mariana chagas
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Sei lá.
Acho que as palavras que eu mais escrevi nesse finado blog foi "sei lá".
E ainda que tranquilo, lá vem mais um:
Sei lá.
E pra voltar um post velho favorito e um post novo realista. Nenhum deles meu, naturalmente.
Sabe, que não soe mal. Mas queria ser menina às vezes. Só pra escrever e sentir.
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Eu não sei se ele ainda gosta de calda em cima do pudim. Se pára de pedalar pra bicicleta andar sozinha. Se coloca uma colher e meia de açúcar no café. Se corre pro ponto antes que o ônibus saia de lá, ou se deixa o ônibus ir e espera o próximo. Eu não sei se ele gosta de andar descalço no carpete. Se morde a bala, ou se chupa. Se deixa o primeiro botão da camisa aberto, ou se não usa camisa de botão. Eu não sei se ele desviaria o olhar, ou se continuaria olhando. Se ele tivesse ficado por pelo menos mais um pra sempre. Mas hoje eu não sei nem mais quantos palmos meus cobriam o seu rosto.
As pessoas sempre vão, sabe. E você acaba esquecendo. E você acaba descobrindo que dá pra viver sem elas e que vai faltar assunto quando você encontrá-las inesperadamente na fila do caixa eletrônico. Não que não tenha sido bom, não que você deixe de pensar nelas, mas você acaba se acostumando com a ausência das coisas, seja a pipa do seu time que ficou presa na árvore, seja o seu melhor amigo da 2ª série, ou a sua cama antiga, que era bem mais macia que a nova.
E foi assim que aconteceu. Ele pegou o copo d’água dele no balcão e eu o meu. E eu não soube o que dizer.
- Ta tudo bem, sim. (Eu só não sei se você ainda enche as mãos de areia e joga tudo no pé. Então não, não está tudo bem, porque eu descobri que posso esbarrar com a superficialidade com a mesma facilidade de quem abre a boca pra falar. Descobri que não tenho mais vontade de te fazer rir, e pensar que eu achei que te desejaria pra sempre. Não é culpa sua, meu bem, nem minha. Chega uma hora em que a gente não sente nem mais falta, né? Por mais que eu pense, nada vai trazer o que quer que seja de volta, e eu nem me sinto mal por isso, porque nem mais vontade eu sinto. Acho que se eu tivesse que passar a morar numa gaveta eu me acostumaria, assim como me acostumei com esse meu corte de cabelo tosco e com a sua ausência. E, sabe, infelizmente, eu não acho isso ruim.) E com você?
por Marininha
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"não é só dele que eu sinto falta. mas do que eu pretendia ser ao lado dele. e me cansa tanto ter que começar tudo de novo, sabe? falar menos e quando falar ser: filme preferido, matéria em que ia melhor na escola, porque usa relógio na mão direita. eu canso só de pensar. essas pequenas coisas que a gente faz pra estar junto, pra conjugar. e com ele foi tão mais rápido, mais simples. mais igual.
é bom ficar sozinha. eu vejo em um dia o número de amigos que vejo em um mês quando estava com ele. eu faço em um dia o número de coisas que faria, sozinha, em um ano se estivesse com ele. mas eu não tenho pressa, sabe? eu não tenho tanta pressa assim.
e eu achava tão honesto que nos nossos encontros depois que tudo acabou ele não usasse meu perfume preferido. nem sei se era consciente, mas me parecia de uma consideração. que ele não teve em diversas outras atitudes, ah se ele tivesse nas palavras a sensibilidade do olfato.
não ousaria me arrepender. inaugurei uma mulher que não sabia existir em mim. que estranhei, mas da qual me orgulho mais que me envergonho. e que sem jamais ter feito antes o que agora fez, mesmo sem sucesso terminou feliz. eu só queria ter tido a chance de aproveitar as últimas coisas como se soubesse que seriam as últimas. eu não estava preparada pra perder."
por mariana chagas
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Terça-feira, Setembro 08, 2009
"a atriz é uma estrela vagabunda"
Fim de semana hardcore cultural!
Começamos no sábado, pra aquecer, com uma exposição de trabalhos produzidos por uma oficina Dada. Até aí tranqüilo. Comes e bebes e trabalhos muito bem feitos e divertidos. À noite resolvo ir ao cinema e assistir ao tão esperado por mim “Anticristo”, do Lars Von Trier. Filminho com corte de clitóris explícito e clima de tensão insuportável. Se não sabe do que estou falando é só procurar qualquer crítica por aí. O bonequinho do Globo saiu chocado. Isso no sábado. Sessão de “Anticristo” às 10 da noite. Filme polêmico na minha cabeça. Sai um pouco zonzo da sessão, só sei que é muitíssimo bom, mas levei dois dias atè chegar a uma conclusão decente.
No meio disso tudo, sou convidado a assistir a estréia de “Uma estrela brazyleira a vagar – Cacilda!!”. O novo do Uzyna Uzona, do Tio Zé Celso. Estamos no domingo à noite.
Quem conhece sabe como é. O espetáculo começa às 18 hs. Às 22:00 estava eu ligando e explicando pra minha mãe que estava no intervalo da peça. Termina 1 da manhã.
Bom espetáculo, lindíssimo, mas com o segundo ato um pouco arrastado. Concepção genial. É tentador dizer que é um pouco longo, mas se tratando de um espetáculo de 7 horas, ninguém vai entender exatamente o que eu quero dizer.
E no feriado de segunda eu quase passei batido. Mas é claro que a patroa tinha que baixar pra mim “Dançando no Escuro”, também do Von Trier. Já ouvi muito falar desse filme, já sabia o que me esperava mas é claro que eu tinha que encarar antes de dormir, de segunda pra terça (hoje).
Bem... “Dançando no Escuro”... só assistindo pra entender. E olha que eu assisti no computador, com imagem e sons ruins... putaquepariu o Von Trier é foda mesmo.
E não assistam antes de dormir. É uma digestão bem pesada. Beeemmm pesada...
Hoje vou assistir Up, que é Pixar, que é sempre garantido.
O problema é que pra amanhã não tenho nenhuma idéia de experiência artístico sensorial real.
Aceito sugestões.
Pedro Maia quer ver o Von Trier dirigindo uma animação da Pixar ao vivo com sete horas de duração. Co-direção do Zé Celso, please.
Começamos no sábado, pra aquecer, com uma exposição de trabalhos produzidos por uma oficina Dada. Até aí tranqüilo. Comes e bebes e trabalhos muito bem feitos e divertidos. À noite resolvo ir ao cinema e assistir ao tão esperado por mim “Anticristo”, do Lars Von Trier. Filminho com corte de clitóris explícito e clima de tensão insuportável. Se não sabe do que estou falando é só procurar qualquer crítica por aí. O bonequinho do Globo saiu chocado. Isso no sábado. Sessão de “Anticristo” às 10 da noite. Filme polêmico na minha cabeça. Sai um pouco zonzo da sessão, só sei que é muitíssimo bom, mas levei dois dias atè chegar a uma conclusão decente.
No meio disso tudo, sou convidado a assistir a estréia de “Uma estrela brazyleira a vagar – Cacilda!!”. O novo do Uzyna Uzona, do Tio Zé Celso. Estamos no domingo à noite.
Quem conhece sabe como é. O espetáculo começa às 18 hs. Às 22:00 estava eu ligando e explicando pra minha mãe que estava no intervalo da peça. Termina 1 da manhã.
Bom espetáculo, lindíssimo, mas com o segundo ato um pouco arrastado. Concepção genial. É tentador dizer que é um pouco longo, mas se tratando de um espetáculo de 7 horas, ninguém vai entender exatamente o que eu quero dizer.
E no feriado de segunda eu quase passei batido. Mas é claro que a patroa tinha que baixar pra mim “Dançando no Escuro”, também do Von Trier. Já ouvi muito falar desse filme, já sabia o que me esperava mas é claro que eu tinha que encarar antes de dormir, de segunda pra terça (hoje).
Bem... “Dançando no Escuro”... só assistindo pra entender. E olha que eu assisti no computador, com imagem e sons ruins... putaquepariu o Von Trier é foda mesmo.
E não assistam antes de dormir. É uma digestão bem pesada. Beeemmm pesada...
Hoje vou assistir Up, que é Pixar, que é sempre garantido.
O problema é que pra amanhã não tenho nenhuma idéia de experiência artístico sensorial real.
Aceito sugestões.
Pedro Maia quer ver o Von Trier dirigindo uma animação da Pixar ao vivo com sete horas de duração. Co-direção do Zé Celso, please.
Segunda-feira, Agosto 17, 2009
wake up dead man
Medidas drásticas
A TV pode matar um cérebro. Ou no mínimo o ânimo de uma pessoa. E o pior é que ela quebra o ânimo de fazer qualquer coisa como ainda faz com que você pense que está fazendo alguma coisa, até porque você de fato está: assistindo TV.
Pode-se almoçar vendo TV, estudar vendo TV, ouvir música vendo TV, até fazer sexo vendo TV (seja acompanhado ou, mais comumente, sozinho mesmo).
Se você não tiver razões práticas pra sair da frente da TV, você simplesmente não sai. Deixa tudo em volta da TV (ou do computador) e não precisa mover nem uma perna pra nada.
E então mudei o meu quarto, roubei sofás e mudei cama de lugar (aliás, desmontei minha cama, durmo no chão agora). A TV já não tem mesmo controle remoto funcionando então agora sou abrigado até a caminhar no meu vistoso quarto bonito com sofá. E um gato, o que deixa tudo muito mais chique.
A TV não é de lcd e o gato é viralata, mas prefiro acreditar que é só um estilo vintage da coisa. Ta na moda.
E sem sala com sofá, tenho uma sala ampla aonde posso ensaiar.
E porque eu estou postando isso em um blog? Não sei. Sinceramente.
Mas que eu queria morar mais perto pras pessoas me visitarem e curtirem meu lugar de vida, isso sim. Não trocava a casa, mas todo o resto: cidade, bairro, cep...
Ah, e pra quem não sabe, vintage é qualquer coisa que você queria usar e que tem cara de avó ou avô. Pode chamar de vintage, fica mais chique.
...........................................
De como pensamentos podem ser bizarros:
Ultimamente tenho me incomodado com meus ombros. Não no aspecto estético. Mas parece que eles sobram no corpo. Que nem um braço que sempre sobra quando você dorme com alguém.
Seria o ser humano mais feliz sem os ombros?
...........................................
Pedro Maia – ficou revoltado ao ver uma matéria inteira na MTV dizendo que jeans com jeans era brega e que era uma das grandes polêmicas do mundo da moda atual. Nunca msi vai usar seu casaco jeans da mesma forma; é muito suscetível.
P.s.: esse blog, daqui a 15 anos, vai ser retrô.
A TV pode matar um cérebro. Ou no mínimo o ânimo de uma pessoa. E o pior é que ela quebra o ânimo de fazer qualquer coisa como ainda faz com que você pense que está fazendo alguma coisa, até porque você de fato está: assistindo TV.
Pode-se almoçar vendo TV, estudar vendo TV, ouvir música vendo TV, até fazer sexo vendo TV (seja acompanhado ou, mais comumente, sozinho mesmo).
Se você não tiver razões práticas pra sair da frente da TV, você simplesmente não sai. Deixa tudo em volta da TV (ou do computador) e não precisa mover nem uma perna pra nada.
E então mudei o meu quarto, roubei sofás e mudei cama de lugar (aliás, desmontei minha cama, durmo no chão agora). A TV já não tem mesmo controle remoto funcionando então agora sou abrigado até a caminhar no meu vistoso quarto bonito com sofá. E um gato, o que deixa tudo muito mais chique.
A TV não é de lcd e o gato é viralata, mas prefiro acreditar que é só um estilo vintage da coisa. Ta na moda.
E sem sala com sofá, tenho uma sala ampla aonde posso ensaiar.
E porque eu estou postando isso em um blog? Não sei. Sinceramente.
Mas que eu queria morar mais perto pras pessoas me visitarem e curtirem meu lugar de vida, isso sim. Não trocava a casa, mas todo o resto: cidade, bairro, cep...
Ah, e pra quem não sabe, vintage é qualquer coisa que você queria usar e que tem cara de avó ou avô. Pode chamar de vintage, fica mais chique.
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De como pensamentos podem ser bizarros:
Ultimamente tenho me incomodado com meus ombros. Não no aspecto estético. Mas parece que eles sobram no corpo. Que nem um braço que sempre sobra quando você dorme com alguém.
Seria o ser humano mais feliz sem os ombros?
...........................................
Pedro Maia – ficou revoltado ao ver uma matéria inteira na MTV dizendo que jeans com jeans era brega e que era uma das grandes polêmicas do mundo da moda atual. Nunca msi vai usar seu casaco jeans da mesma forma; é muito suscetível.
P.s.: esse blog, daqui a 15 anos, vai ser retrô.
Quarta-feira, Agosto 12, 2009
"os pés descalços queimam no asfalto e os carros passam, vem e vão"
A loura ouve no rádio:
“Um engarrafamento colossal invade a Avenida Brasil. Um carro que trafega na contramão atravanca o fluxo da cidade.”
E a loura comenta: Um carro só? Pior sou eu que estou aqui na mesma Brasil e todos os carros estão na contramão.
Ou
Uma loira estava trafegando na contra mão, e o guarda a parou e disse:
-Onde a senhora pensa que vai?
E a loira responde:
-Agora nem vou mais está todo mundo voltando!
Então. Tô mais ou menos por aí.
Só ta faltando o guarda pra me avisar ou a gasolina acabar.
Ou algum motorista atirando no meu pára-brisa.
O que vier primeiro.
...................
Pedro Maia: gosta de metáforas, mas é péssimo com elas.
“Um engarrafamento colossal invade a Avenida Brasil. Um carro que trafega na contramão atravanca o fluxo da cidade.”
E a loura comenta: Um carro só? Pior sou eu que estou aqui na mesma Brasil e todos os carros estão na contramão.
Ou
Uma loira estava trafegando na contra mão, e o guarda a parou e disse:
-Onde a senhora pensa que vai?
E a loira responde:
-Agora nem vou mais está todo mundo voltando!
Então. Tô mais ou menos por aí.
Só ta faltando o guarda pra me avisar ou a gasolina acabar.
Ou algum motorista atirando no meu pára-brisa.
O que vier primeiro.
...................
Pedro Maia: gosta de metáforas, mas é péssimo com elas.
Domingo, Agosto 09, 2009
"minha cumadre que vai lá pra cima!"
Os sábados sempre são tristes.
Sábado foi feito pra não estar em casa. No meu caso o sábado foi feito até pra trabalhar, e isso vai ser mais agradável do que o ócio domiciliar.
Racionalmente eu preciso descansar. Fisicamente. Foram dois dias cheios com duas noites também bastante cheias, e domingo eu tenho trabalho (bastante físico também) cedo. Então fiquei o sábado inteiro em casa, pra voltar a sentir minhas pernas, afinar violão e coisas assim. E deu certo. To com corpinho novo pra amanhã.
Agora, psicologicamente, é triste não ter uma Internet rápida o suficiente pra vídeos, filmes e música ou tv que não seja aberta.
Nesse exato momento passa na Globo uma comédia machista e homofóbica sem graça. Eu gosto do politicamente incorreto, mas pô, tem que saber fazer de verdade.
Adoro a piada do garoto cego em Débi e Lóide. Aliás, é sempre difícil pro entendimento alheio, mas gosto do filme em si.
Mas esses filmes de sábado à noite estão tristes.
.................................
E amanhã é dia de estréia minha. O Rico Avarento na verdade já estreou, mas mudou um monte de coisas, virou infantil e eu entrei no papel título.
Difícil de achar, mas divertido quando acha. Sempre a mesma coisa.
Vamos encarar o que vier e que tudo dê certo.
Não sei se todo mundo está encarando como estréia como eu, ou como mais uma nova temporada. De qualquer forma, não há melhor descanso do que trabalhar no domingo no meu caso.
Deixa pra dormir na segunda. E isso se não tiver outro ensaio.
...............................
Pedro Maia – estréia amanhã (09/08) o RICO AVARENTO, de Ariano Suassuna – no SESC Nova Iguaçu às 16 horas, mas não exige que ninguém conhecido apareça tão longe assim. Semana que vem é São Gonçalo.
Sábado foi feito pra não estar em casa. No meu caso o sábado foi feito até pra trabalhar, e isso vai ser mais agradável do que o ócio domiciliar.
Racionalmente eu preciso descansar. Fisicamente. Foram dois dias cheios com duas noites também bastante cheias, e domingo eu tenho trabalho (bastante físico também) cedo. Então fiquei o sábado inteiro em casa, pra voltar a sentir minhas pernas, afinar violão e coisas assim. E deu certo. To com corpinho novo pra amanhã.
Agora, psicologicamente, é triste não ter uma Internet rápida o suficiente pra vídeos, filmes e música ou tv que não seja aberta.
Nesse exato momento passa na Globo uma comédia machista e homofóbica sem graça. Eu gosto do politicamente incorreto, mas pô, tem que saber fazer de verdade.
Adoro a piada do garoto cego em Débi e Lóide. Aliás, é sempre difícil pro entendimento alheio, mas gosto do filme em si.
Mas esses filmes de sábado à noite estão tristes.
.................................
E amanhã é dia de estréia minha. O Rico Avarento na verdade já estreou, mas mudou um monte de coisas, virou infantil e eu entrei no papel título.
Difícil de achar, mas divertido quando acha. Sempre a mesma coisa.
Vamos encarar o que vier e que tudo dê certo.
Não sei se todo mundo está encarando como estréia como eu, ou como mais uma nova temporada. De qualquer forma, não há melhor descanso do que trabalhar no domingo no meu caso.
Deixa pra dormir na segunda. E isso se não tiver outro ensaio.
...............................
Pedro Maia – estréia amanhã (09/08) o RICO AVARENTO, de Ariano Suassuna – no SESC Nova Iguaçu às 16 horas, mas não exige que ninguém conhecido apareça tão longe assim. Semana que vem é São Gonçalo.
Sábado, Agosto 01, 2009
qui sa, qui sa, qui sa!
Com dois anos de atraso finalmente assisto Cachorro!. Espetáculo baseado no universo do Nelson Rodrigues e que recebeu indicação de direção no Shell de 2007.
Eu como ator e conhecedor de bastidores, sempre fico meio assim assim de assistir peças no segundo dia. Cachorro!, no caso, está rodando já faz dois anos, mas estreou ontem na Caixa Cultural e segundo dia é por tradição sempre o segundo dia. Meio mais ou menos sabe. É a minha dica do dia.
Penso duas vezes até quando está em meio de temporada. Por exemplo: de quinta a domingo eu evito assistir na sexta (segundo dia). No domingo provavelmente vai ser o melhor dia. Quinta feira também não confio muito. Há toda uma matemática.
Mas voltando. Cachorro! Segundo dia. E o espetáculo é bom mesmo. Dá pra ver a indicação de direção lá. A marcação dos atores é quase coreografada e por vezes os atores perdem um pouco, deixando mecânicas algumas marcas mas isso não tira a força do espetáculo. O jogo dos atores com o cenário e a luz e os efeitos a que se chega chamam atenção. E a precisão de tudo traz mais uma vez o diretor pro centro da cena.
Mas bonito mesmo é ver o texto. Tem uma leva de novos autores cariocas saídos do Drama Diário que fazem a gente prestar atenção na dramaturgia atual. E Jô Bilac faz parte desse grupo. O texto é muito bom e gostoso de ouvir e assistir.
Mas o bom mesmo de ver esse espetáculo, é ver gente da minha geração, da minha idade dos vinte e poucos fazendo coisa que faz diferença e que é reconhecido.
Dá a impressão de que o futuro do teatro já ta chegando. Estamos na época da galera nova. Cachorro! e Apenas o Fim nos cinemas mostram, mais do QUE essa geração quer dizer, o COMO essa geração pretende dizer.
...............................................
Aí chego em casa e assisto Decamerão. Atores bãbãbãns dando texto em verso. E isso acabou com a história. Deborah Secco eu não esperava tanto não, mas nem Lázaro e Matheus (nem vou tentar escrever o sobrenome) estão dando conta. O último, às vezes parece até meio constrangido.
Teatral demais, monocórdio demais. E a galera que faz é muito boa. De Jorge Furtado a Lázaro Ramos.
Vai ver semana que vem melhora. Mas preferia a volta de Som e Fúria.
.............................................
Pedro Maia: se sentindo a Bárbara Heliodora. Mas ta mais pra Patrícia Kogut (isso não foi elogio).
Eu como ator e conhecedor de bastidores, sempre fico meio assim assim de assistir peças no segundo dia. Cachorro!, no caso, está rodando já faz dois anos, mas estreou ontem na Caixa Cultural e segundo dia é por tradição sempre o segundo dia. Meio mais ou menos sabe. É a minha dica do dia.
Penso duas vezes até quando está em meio de temporada. Por exemplo: de quinta a domingo eu evito assistir na sexta (segundo dia). No domingo provavelmente vai ser o melhor dia. Quinta feira também não confio muito. Há toda uma matemática.
Mas voltando. Cachorro! Segundo dia. E o espetáculo é bom mesmo. Dá pra ver a indicação de direção lá. A marcação dos atores é quase coreografada e por vezes os atores perdem um pouco, deixando mecânicas algumas marcas mas isso não tira a força do espetáculo. O jogo dos atores com o cenário e a luz e os efeitos a que se chega chamam atenção. E a precisão de tudo traz mais uma vez o diretor pro centro da cena.
Mas bonito mesmo é ver o texto. Tem uma leva de novos autores cariocas saídos do Drama Diário que fazem a gente prestar atenção na dramaturgia atual. E Jô Bilac faz parte desse grupo. O texto é muito bom e gostoso de ouvir e assistir.
Mas o bom mesmo de ver esse espetáculo, é ver gente da minha geração, da minha idade dos vinte e poucos fazendo coisa que faz diferença e que é reconhecido.
Dá a impressão de que o futuro do teatro já ta chegando. Estamos na época da galera nova. Cachorro! e Apenas o Fim nos cinemas mostram, mais do QUE essa geração quer dizer, o COMO essa geração pretende dizer.
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Aí chego em casa e assisto Decamerão. Atores bãbãbãns dando texto em verso. E isso acabou com a história. Deborah Secco eu não esperava tanto não, mas nem Lázaro e Matheus (nem vou tentar escrever o sobrenome) estão dando conta. O último, às vezes parece até meio constrangido.
Teatral demais, monocórdio demais. E a galera que faz é muito boa. De Jorge Furtado a Lázaro Ramos.
Vai ver semana que vem melhora. Mas preferia a volta de Som e Fúria.
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Pedro Maia: se sentindo a Bárbara Heliodora. Mas ta mais pra Patrícia Kogut (isso não foi elogio).
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